Município é destaque nos jornais O Tempo e Super Notícia

Com o título "Violência passa longe de 115 mil pessoas em MG", os jornais O Tempo e Super Notícia, em suas edições de 15/02/2016, apresentaram os 33 Municípios mineiros sem incidência de homicídios, dentre os quais encontra-se nossa querida Casa Grande.

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Nascida e criada em Casa Grande, Maria Tavares, 87, destacou a tranquilidade do lugar
 

É possível viver sem ter medo da criminalidade. Pelo menos para cerca de 115 mil mineiros, residentes em 33 cidades do Estado, que desconhecem o registro de assassinato em seus municípios nos últimos 10 anos. Aliás, as principais ocorrências policiais dessas localidades são os extravios de documentos e pequenos furtos. Além dessa sensação de segurança, essas comunidades, que têm, no máximo, em torno de 10,5 mil habitantes, compartilham outras similaridades: a maioria vive na zona rural e há cumplicidade entre os vizinhos – ligação quase perdida nos grandes centros urbanos.

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos selecionou, no fim do ano passado, essas 33 cidades para premiá-las pelos resultados. Grande parte delas está nas regiões Sul e Zona da Mata. Não há nenhuma no Norte do Estado (conheça essa lista abaixo). Para especialistas, o tamanho desses municípios e a proximidade entre os moradores são essenciais para que não haja criminalidade violenta. Contudo, a questão populacional não é determinante, pois 514 dos 853 municípios mineiros, ou seja 60%, têm até 10 mil habitantes e poucos figuraram nessa lista. Para o secretário de Estado de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, esse fenômeno precisa ser estudado para analisar as peculiaridades das 33 cidades seguras.

O cientista político e coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Robson Sávio, acredita que a forte cooperação entre os moradores é a chave para os baixos indicadores de violência. “O que caracteriza a maioria das cidades pequenas é a coesão social. Há um espírito de solidariedade e uma vigilância informal, que dá muita tranquilidade e que funciona. Qualquer pessoa estranha que aparece logo é vista e notada”, explicou.

Além disso, Sávio compara esse comportamento com o de grandes cidades. Para ele, isso já foi perdido nesses centros, mas poderia evitar muitos crimes, principalmente contra o patrimônio. “Nós perdemos isso nas grandes cidades. Nos prédios de apartamentos, os vizinhos não se conhecem. O ladrão pode entrar e andar entre os moradores que ninguém o percebe. As pessoas se isolam, perdem essa característica de uns ajudarem os outros e acabam se tornando mais vulneráveis”, afirmou.

PATRULHAMENTO. Normalmente, essas cidades têm um policiamento menor – não chega a uma dezena de militares atuando –, mas, proporcionalmente à população, tem a mesma quantidade por grupo de habitantes que municípios maiores. Para Sávio, no entanto, não é a quantidade de policiais que reduz a violência. “No tipo de sociedade que temos, e principalmente em grandes cidades, a polícia é vista como força de urgência e muito mais voltada para a repressão do que para a prevenção”.

No entanto, para o secretário de Estado de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, a atuação da corporação em lugarejos é distinta, porque quase todos se conhecem. “Eu vi casos espetaculares, como em Belmiro Braga, onde um policial reformado ajuda a prevenir a violência fazendo um trabalho com os jovens. E isso é muito interessante”. Esse município está entre os 33 sem assassinatos. Para apresentar esse estilo de vida, a reportagem de O TEMPO visitou duas cidades da região Central: Casa Grande e Capela Nova. 

 

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